UGT defende transparência, pensões dignas e Concertação Social na reforma da Segurança Social

A UGT considera que o relatório do Grupo de Trabalho para a Reforma da Segurança Social constitui um contributo técnico relevante para o debate sobre o futuro do sistema de pensões. Contudo, alerta que qualquer alteração estrutural deverá ser precedida de uma avaliação rigorosa dos seus impactos sobre os atuais e futuros pensionistas.

Para a UGT, garantir a sustentabilidade financeira do sistema é essencial, mas esse objetivo não pode ser dissociado da adequação das prestações, da proteção dos direitos e da garantia de pensões dignas.

“Não nos basta saber se o sistema fecha as contas. Precisamos de saber se garante uma pensão digna a quem trabalhou e contribuiu ao longo de uma vida”, afirma o Secretário-Geral da UGT, Mário Mourão.

Trabalhadores têm de conhecer o impacto nas pensões futuras

A UGT regista positivamente a salvaguarda das pensões atualmente em pagamento e dos direitos já constituídos. No entanto, considera que continua por esclarecer uma questão fundamental: qual será o impacto concreto das alterações propostas no valor das pensões futuras, designadamente com a eventual introdução de um regime de contas nocionais.

Antes de qualquer decisão, a UGT defende a apresentação de simulações claras e transparentes, considerando diferentes níveis salariais, carreiras contributivas e perfis de trabalhadores.

Antes de mudar a fórmula, é preciso mostrar os resultados. Os trabalhadores têm o direito de saber o que acontecerá às suas pensões no futuro”, sublinha Mário Mourão.

Responsabilidades da CGA não podem ser transferidas para a Segurança Social

A análise da situação da Caixa Geral de Aposentações (CGA) exige igualmente particular prudência.

A UGT recorda que o encerramento da CGA a novos subscritores decorreu de uma decisão do Estado, pelo que as responsabilidades daí resultantes não podem ser transferidas para a Segurança Social nem servir de fundamento para uma redução de direitos.

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