A desigualdade salarial entre mulheres e homens continua a ser uma realidade — e não é por falta de leis.

A nova publicação da Comissão de Mulheres da UGT mostra que esta disparidade resulta, em grande parte, de fatores estruturais: segregação profissional, estereótipos de género, falta de transparência salarial e o impacto das responsabilidades familiares na vida das mulheres.

Os dados são claros: a diferença salarial acentua-se sobretudo entre os 35 e os 44 anos — precisamente quando muitas mulheres enfrentam maiores desafios de conciliação entre trabalho e família.

A Diretiva Europeia de Transparência Salarial surge como uma oportunidade concreta para mudar este cenário — com mais informação, mais transparência e maior responsabilização das entidades empregadoras.

Mas é preciso ir mais longe. Combater a desigualdade salarial exige mudar práticas, mentalidades e garantir que o trabalho das mulheres é reconhecido e valorizado.

Porque trabalho igual tem de significar salário igual.

📌 Publicação desenvolvida no âmbito da operação PESSOAS 2030.

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