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Notícias de 15/05/2026

A UGT está a realizar um amplo projeto de capacitação dos seus recursos humanos. Uma das atividades a que o departamento de formação da UGT se propôs, no âmbito da Atividade 3 deste projeto, foi uma visita à ilha da Madeira, com o objetivo de reunir com diversas instâncias que regem a educação e a formação nesta região e ainda organizar um workshop com sindicalistas da Madeira, visando a discussão dos desafios da formação sindical e profissional nesta região autónoma, uma vez que estas regiões autónomas regem os seus próprios sistemas de formação.



REUNIÃO COM SECRETÁRIA REGIONAL DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA 
Elsa Fernandes



Tivémos uma reunião com a Secretaria Regional da Educação, Ciência e Tecnologia e com o Instituto para a Qualidade, que foi extremamente profícua. Foram discutidos diversos aspetos, dos quais se destacam: Na Madeira existem escolas profissionais públicas e privadas. Existem escolas setoriais como o Conservatório e a Escola de Turismo e são oferecidos cursos profissionais também nas escolas secundárias.Na Madeira, tal como no continente, a formação inicial continua a ser vista como uma via de segunda categoria. O desafio reside em conseguir cativar os jovens e as suas famílias para este tipo de ensino. Neste sentido, educar os pais é muito importante. Há portanto uma grande aposta no marketing da educação: são levadas a cabo diferentes campanhas de sensibilização dirigidas a pais e jovens. O marketing para a formação tem que ser uma linha contínua e devem ser também agentes os professores e os psicólogos. Existem iniciativas como as “portas abertas” nas escolas e centros de formação, em que pais e jovens são convidados a visitar as instalações e onde lhes são dadas a conhecer a oferta formativa existente e as mais valias deste tipo de ofertas.Existem áreas em que há muita procura por parte do mercado, como as energias renováveis e a construção, mas não há adesão por parte dos jovens.As empresas, na sua grande maioria, de pequena dimensão, dificilmente investem na formação dos seus trabalhadores, quer por motivos financeiros, quer por dificuldade de os dispensar durante o horário de trabalho.

REUNIÃO COM EURODEPUTADO
Sérgio Gonçalves



Reunimos também com o eurodeputado Sérgio Gonçalves, com quem foi discutido o próximo Quadro Financeiro Plurianual e os desafios que o mesmo coloca para trabalhadores e sindicatos, em especial no que ao financiamento da formação e à disponibilização de fundos para a capacitação dos sindicatos na região diz respeito.Efetivamente, neste momento esta região não tem garantidos instrumentos de financiamento para este fim, como acontece no continente, onde existe um especial para a capacitação dos parceiros sociais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social. José Cordeiro chamou a atenção para a centralização das políticas europeias, deixando de fora as especificidades dos territórios ultraperiféricos.Sérgio Gonçalves sublinhou que o Parlamento Europeu provou recentemente o relatório intercalar sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual, onde defendeu a manutenção de programas, como o POSEI, um aumento das verbas propostas e a necessidades de evitar uma centralização da gestão dos fundos europeus.O eurodeputado lembrou ainda que é responsável por um relatório do Parlamento Europeu que abordará a futura estratégia para as Regiões Ultraperiféricas (RUP), tendo garantido que terá em conta as preocupações dos parceiros sociais, nomeadamente as matérias sinalizadas pela UGT.Destacou ainda que as RUP necessitam de políticas europeias específicas, capazes de responder aos seus constrangimentos permanentes, nomeadamente a insularidade e os custos acrescidos inerentes a essa característica.

REUNIÃO COM SECRETÁRIA REGIONAL DA INCLUSÃO, TRABALHO E JUVENTUDE
Paula Margarido



Reunimos ainda com a Secretária Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, para discutir o reforço da formação profissional no âmbito do projeto apoiado pelo Programa 2030 que a UGT está a desenvolver.

No encontro, que contou também com responsáveis das áreas do trabalho, emprego e juventude, Sara Relvas e Elda Pedro, foi destacada a importância da formação ao longo da vida, o cumprimento das obrigações legais por parte das entidades empregadoras e a adaptação dos modelos formativos às novas exigências do mercado. Foram ainda abordadas oportunidades europeias na área da mobilidade, a valorização dos trabalhadores, incluindo na administração pública, e a necessidade de sensibilizar os jovens para a qualificação.

A reunião sublinhou igualmente o bom momento do mercado de trabalho na Região, em que se goza de pleno emprego, sem esquecer os desafios associados à inclusão, bem como o reforço da fiscalização laboral, num compromisso com relações de trabalho mais justas e qualificadas.

WORKSHOP SOBRE OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO SINDICAL E PROFISSIONAL NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA



O Workshop contou com a apresentação de um enquadramento da formação na Madeira pelo Dr. José Miguel Sousa, Diretor da DTIM – Associação Regional para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação na Madeira, tendo focado em especial os seguintes aspetos:A formação ao longo da vida é muito mais do que formação: é a possibilidade real de cada trabalhador crescer, reinventar-se e construir um percurso profissional com dignidade e oportunidades. Discutir este tema é discutir o futuro do trabalho, a valorização das pessoas e o desenvolvimento sustentável da Madeira;A Europa é clara: sem aprendizagem ao longo da vida não há transição digital, não há transição vede, não há empregos de qualidade.Na Madeira, os organismos que tutelam a formação são distintos dos do continente: Em lugar do IEFP e da DGERT, existe o Instituto para a Qualificação (IQ) e o Instituto de Emprego da Madeira (IEM)Existem na Madeira fundos alocados à formação que não estão a ser devidamente aproveitados;O Programa ERASMUS poderá ser uma ferramenta interessante para diversos públicos, nomeadamente para séniores;Reflexões por parte dos sindicalistas presentes no evento:Para os professores, a formação existente na Madeira obrigatória para fins de progressão na carreira é adequada, bem organizada e reconhecida como importante;Deveria haver mais formação em áreas mais práticas;Como há falta de profissionais e a maioria das empresas é de pequena dimensão, há maior dificuldade em fazer formação contínua, uma vez que não é possível haver dispensa para este efeito;No atendimento ao público seria desejável haver mais formação, por exemplo em áreas como a gestão de conflitos. Os trabalhadores inscrevem-se, mas mas a maioria não consegue fazer formação;A formação deveria contribuir para aumentar e melhorar a produtividade. Há um problema de mentalidade por parte das chefias que determinam quais os trabalhadores que fazem formação;Deveria haver formação ara dirigentes sindicais, até como forma de aumentar as taxas de sindicalização.

ATÉ PARA A SEMANA!